segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Que Aconteceu nos Últimos Dias no Reino do Dragão



Nos últimos dias estive ausente do blog, procurando, ainda assim, manter a página de Facebook ativa…

Comecemos pelo último jogo em solo mexicano, realizado na madrugada de quinta, em que o FC Porto defrontou o Chivas e empatou a 2, com os golos portistas a serem apontados por Aboubakar e Otávio. Segundo o que tive a oportunidade de ler sobre o jogo, os Dragões realizaram um bom teste.

Na sexta ficou a saber-se que o Presidente do FC Porto, Pinto da Costa, sofreu uma queda em casa e que tal o obrigou a ficar internado, terá alta nos próximos dias e, segundo o médico do clube, o “presidente vai recuperar na totalidade”. As melhoras Presidente.

No domingo o FC Porto defrontou o Vitória de Guimarães, no jogo de apresentação dos vimaranenses aos seus adeptos. Os Dragões venceram por 0-2, num jogo em que, segundo rezam as crónicas, o FC Porto fez uma boa primeira parte, dominando e controlando o adversário, período em que marcou os golos por intermédio de Aboubakar e Soares.

Entretanto a equipa portista já seguiu para o Algarve, onde vai defrontar o Portimonense na próxima quinta.

terça-feira, 18 de julho de 2017

FC Porto Derrotado No Primeiro Jogo No México



Na madrugada desta Terça o FC Porto defrontou o Cruz Azul, no primeiro jogo no México. No final do jogo verificou-se um empate a 0, necessitando de recorrer às grandes penalidades para encontrar um vencedor, e aí os Dragões foram derrotados por 3-2.
“Num país onde têm muitos admiradores e num estádio que até faz lembrar as velhas Antas, os Dragões sentiram-se em casa e estiveram muito mais perto de vencer no tempo regulamentar do que o rival – especialmente na segunda parte, mesmo depois de várias alterações no onze, tiveram mais posse de bola e oportunidades. Não foi uma laranja mecânica (cor do equipamento alternativo utilizado), nem poderia ser após apenas duas semanas de trabalho, mas foi uma exibição que deixou água na boca, se tivermos em conta as condicionantes, até em termos de altitude. O desempate por penáltis (3-2) foi um mero pró-forma, que permitiu aos locais ficar com a SuperCopa Tecate (será atribuída uma em cada partida do torneio).
No onze, surgiram apenas duas caras novas face à época passada, o lateral Ricardo Pereira (que estava emprestado aos franceses do Nice) e o médio Mikel (cedido em 2016/17 ao Vitória de Setúbal). Como base, o FC Porto apresentou-se num sistema 4-4-2, com Mikel e Óliver a preencherem a zona central do terreno e Otávio a jogar próximo do avançado Soares, apoiado ainda por Corona e Brahimi; na defesa, Ricardo foi a única novidade face ao quarteto mais utilizado de 2016/17. Reyes e Danilo, limitados, não integraram a ficha de jogo.
Após uns minutos iniciais com atrapalhação e passes falhados de parte a parte, o jogo melhorou e a primeira parte teve uma qualidade bastante razoável para o momento de início de época que ambas as equipas vivem, se bem que os Dragões estejam bem mais atrasados – o Cruz Azul já disputou sete particulares e começa na sexta-feira a competir no Torneio Abertura da Liga mexicana. Ambas as formações preocupavam-se em recuperar rapidamente a bola (o que originou muitas faltas), mas também em construir bem os lances de ataque: do lado azul e branco, foi visível a tentativa de trocar a bola em espaços curtos e interiores, ainda que a falta de pernas nem sempre ajudasse à clarividência.
Em termos de oportunidades de golo, as contas ao intervalo revelavam equilíbrio. O FC Porto rematava mais, nomeadamente de meia distância, enquanto o Cruz Azul teve a grande oportunidade para abrir o marcador, aos 17 minutos, por intermédio de Edgar Méndez, que desperdiçou quase em cima da linha de golo. Em contra-ataque, os Dragões também criaram um lance quase tão perigoso, com Soares a servir Corona para um remate cruzado que bateu nas malhas laterais, aos 35. Casillas brilhou aos 19 minutos, ao deter um cabeceamento de Velázquez.
O FC Porto trocou seis jogadores ao intervalo e, ao contrário do que seria expectável, subiu de rendimento e revelou muito mais fio de jogo do que o adversário. Foram sete as ocasiões claras de golo, algumas delas desperdiçadas por más decisões no último passe, compreensíveis nesta fase da época, outras por mera infelicidade, como a bola dividida entre Otávio e o guarda-redes Peláez, aos 62 minutos, que saiu caprichosamente ao lado. Apenas nos últimos minutos o Cruz Azul deu um ar da sua graça, mas aí valeu a coesão defensiva e a atenção de José Sá. O guarda-redes, aliás, ainda defendeu um penálti no obrigatório desempate, mas o FC Porto só converteu dois (por intermédio de Sérgio Oliveira e Herrera) e deixou a taça ficar no Estádio Azul.”

Em

Segue-se, na próxima quinta, à 1h, o jogo frente ao Chivas.



sábado, 15 de julho de 2017

Conselho de Justiça da FPF Devolve Seis Pontos ao FC Porto



Finalmente fecha-se a janela do apito dourado e do consequente apito final. Finalmente a justiça desportiva acompanhou as decisões dos tribunais comuns. “Em dezembro do ano passado, transitou em julgado a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa que, em maio de 2011, considerou inexistente o acórdão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (CJ da FPF), de 4 de julho de 2008, que negava provimento a um recurso interposto por Jorge Nuno Pinto da Costa relativo às decisões do processo ‘Apito Final’. Recorde-se que a ‘reunião’ desse órgão foi realizada à revelia de quem teria o dever de a presidir e, à data, teve como uma das consequências a confirmação das decisões da Comissão Disciplinar da Liga que determinavam a retirada de seis pontos ao FC Porto (descontados na tabela classificativa de 2007/08) e uma suspensão de dois anos do seu Presidente, para além de outras sanções pecuniárias. Na sequência do trânsito em julgado da decisão que considerava inexistente o acórdão de 2008 por motivos administrativos, o atual CJ da FPF entendeu que continuava por julgar a matéria de facto que justificava aquela reunião, ou seja, o recurso apresentado por Pinto da Costa. Fê-lo ao longo dos últimos meses, e acabou por dar como não provadas as acusações de corrupção desportiva no jogo Beira-Mar-FC Porto de 2003/04. Como consequência, foram anuladas todas as sanções aplicadas quer ao FC Porto – que recupera os seis pontos que lhe foram indevidamente retirados na classificação de 2007/08 –, quer ao seu Presidente.”
Deste modo hoje soube-se que uma página importante da história do FC Porto pode, finalmente, ser terminada com a justiça que merece. Nada apaga o que aconteceu, nada apaga o prejuízo que causou, mas a justiça foi feita.
No entanto não consigo olhar para isto sem que me surjam algumas dúvidas: Porque agora? Para quê? Terá esta decisão alguma coisa a ver com o caso dos e-mails? Dúvidas que, brevemente, devem ter resposta. Mas sinceramente, a sensação que tenho é que temos de ficar atentos, porque atrás desta decisão pode vir um desfecho suave para o caso dos e-mails… aguardemos…
Entretanto, o FC Porto reagiu através do Dragões Diário:
Quando, em maio de 2008, o FC Porto anunciou que não recorreria da pena de perda de seis pontos imposta pela Comissão Disciplinar da Liga, poucos compreenderam essa decisão. Na altura, a SAD considerou que seria preferível que essa subtração tivesse impacto numa época em que o clube foi campeão com 20 pontos de vantagem do que arriscar, em sede de recurso, nova decisão injusta que incidisse na classificação das temporadas seguintes. Para além disso, entendia-se que o recurso apresentado por Pinto da Costa, versando a mesma matéria de facto, implicaria necessariamente o clube. Nove anos depois, isso confirma-se: a absolvição do Presidente teve como consequência a absolvição do FC Porto.
A justiça tarda, mas por vezes chega mesmo. A decisão que hoje conhecemos é uma derrota para todos os pseudo-justiceiros que, à margem da legalidade, mas sobretudo da decência, procuraram denegrir a imagem do FC Porto e de todos os que o servem, colocando em causa o mérito desportivo da única equipa que, ao longo dos últimos 50 anos, teve capacidade para prestigiar o futebol português através da conquista de títulos internacionais. Entre essas figuras, é impossível não destacar Ricardo Costa, popularmente conhecido como ‘o benfiquista de Canelas’, que vê, uma vez mais, a sua sanha justiceira tornar-se improcedente e inconsequente. Este acórdão do CJ da FPF desfere um golpe certeiro e decisivo na fundamentação jurídica que artificialmente construiu para tornar o seu exercício de funções na Comissão Disciplinar da Liga uma extensão do seu fanatismo clubístico.”

Acrescentando:
“Álvaro Baptista era um dos elementos do CJ da FPF que, perante a ausência do seu presidente e de outro dos seus membros, decidiu prosseguir uma ‘reunião’ onde seriam tomadas decisões muitíssimo relevantes sobre o futebol português, num ato que viria a ser confirmado pelos tribunais como uma aberração administrativa. Foi, mesmo, o 'pseudo-presidente' e porta-voz desse órgão que, já de madrugada, anunciou as suas deliberações à comunicação social. Atualmente, integra o Conselho de Disciplina da FPF, como vice-presidente de José Manuel Meirim para o futebol não profissional. Para além disso, é deputado do PSD, e foi um dos autores da proposta que tinha como objetivo o esvaziamento de poderes da Liga (nomeadamente no que toca à elaboração de regulamentos de disciplina e de arbitragem) e a sua transferência para a FPF – um caso flagrante de conflito de interesses. Álvaro Baptista parece ser uma daquelas personagens que, à sombra da ausência de qualquer notoriedade pública, se vão mexendo aqui e ali e influenciando a tomada de medidas que se podem revelar estruturais para o futebol português. É, sem dúvida, uma figura a seguir.”

Os Dragões aproveitaram, também, para felicitar José Mourinho e Jesualdo Ferreira:
“A justiça desportiva, com alguns anos de atraso em relação à justiça civil, acabou por confirmar aquilo que qualquer adepto de futebol em plena posse das suas faculdades intelectuais já sabia: a equipa do FC Porto que se sagrou campeã europeia em 2003/04 não precisava de ajudas externas e ilegítimas para empatar em casa do último classificado da Liga (sim, porque convém nunca esquecer que o que estava em causa nestes processos era a suposta corrupção da equipa de arbitragem que dirigiu um confronto entre primeiro e último classificados do campeonato que até terminou empatado a zero). Por mais este reconhecimento da valia desportiva da equipa que dirigiu, não há nada mais justo do que felicitar José Mourinho.”
E
“Jesualdo Ferreira teve o mérito de liderar o grupo do FC Porto que, em 2007/08, se tornou o campeão com a maior vantagem sobre o segundo classificado da história da Liga portuguesa: 20 pontos (mais tarde, André Villas-Boas bateria esse recorde por um ponto). Durante quase dez anos, essa supremacia conquistada no campo, na luta contra os adversários e contra quem sempre tentou prejudicar o FC Porto, foi formalmente reduzida a 14 pontos. A decisão do CJ da FPF repõe a verdade desportiva, e por isso felicitamos o ‘mister’ Jesualdo. Não por ter ganho, agora, seis pontos – porque esses disputou-os e venceu-os nos relvados –, mas por, finalmente, lhe ser devolvido aquilo que lhe foi roubado, honrando o mérito de uma das melhores equipas da história do futebol português.”