domingo, 28 de maio de 2017

O Que Eu Gostaria Que Fosse O Plantel Na Próxima Época



Depois de analisar o trabalho do treinador, depois de analisar o plantel e depois de olhar para aquilo que foi a época do FC Porto, é ora de olhar para o futuro. Assim, vou expressar o que eu gostaria que fosse o plantel na próxima época.
Ponto prévio. Seria excelente se o FC Porto não tivesse de vender as joias da coroa, permitindo que a equipa pudesse evoluir junta, porque não é difícil de perceber a importância que tem os jogadores conhecerem-se bem e ao sistema de jogo. Mas, infelizmente, sabemos que isso não será possível.
Vou, então, referir-me sector a sector.
Nota: os nomes antecedidos do sinal de (+) são aqueles que gostaria de ver no plantel da próxima época; os nomes antecedidos do sinal de (-) são os que, na minha opinião, poderiam dar lugar a outros; e os nomes que para além de um dos sinais referidos anteriormente tiverem um (*), são aqueles que irei fazer alguma referência.
Guarda-redes:
+*Casillas, +*José Sá e +*João Costa.
Na minha opinião os três guarda-redes não merecem qualquer dúvida ou contestação. José Sá tem margem de progressão, assim como João Costa que, tal como aconteceu esta época antes da lesão, deverá rodar na B. A única dúvida é Casillas. E é dúvida, porque falta perceber o que a SAD pretende fazer com o contrato do jogador. Casillas já manifestou-se disponível para continuar, colocando a decisão nas mãos da SAD. Na minha modesta opinião o guarda-redes espanhol deveria continuar, visto que é, claramente, o jogador mais experiente do plantel – e é necessário haver experiência; é alguém respeitado por todos – e aqui incluo não só os colegas, mas também adversários e equipas de arbitragem – por isso, para além de ficar, Casillas deveria envergar a braçadeira de capitão; para além de que a publicidade que o guarda-redes espanhol faz do clube não tem preço, ou por outra, poderá ter um preço alto e importante.
Defesa:
+*Marcano, +*Filipe, +*Boly, +*Alex Telles, +*Maxi, +*Layun
Basicamente eu gostava que fosse possível manter a defesa toda, mas sei que Filipe e, possivelmente, Alex Telles serão alvos de cobiça de tubarões desta europa, sobretudo o central. Para mim Marcano é indiscutível na próxima época. Boly, apesar de ter jogado pouco, por força da regularidade da dupla Filipe e Marcano, sempre que foi chamado não comprometeu. E, por isso, na minha opinião deveria manter-se no plantel. Quanto a Maxi, gostava que continuasse, mas com o possível regresso de Ricardo Pereira e a possibilidade de apostar em Fernando Fonseca, não sei se a continuidade do uruguaio se justifica a cem porcento. No que diz respeito a Layun, é uma opção válida para várias posições e, por isso, gostava que continuasse, mas tenho dúvidas se o mexicano irá manter-se, sobretudo tendo em linha de conta que Rafael Soares deverá regressar ao Dragão.
Meio campo:
+*Danilo, +Ruben Neves, +André André, +*Herrera, +Óliver, +Otávio, +*João Carlos Teixeira.
Sem dúvida que gostaria muito que Danilo continuasse de azul e branco e com o símbolo do FC Porto ao peito, mas tenho a consciência que andarão muitos clubes de olho e com o dinheiro pronto a bater a cláusula do comendador. Quanto a Herrera, gosto do jogador e gostaria que ficasse. Bem sei que é o patinho feio desta equipa, mas é um jogador que em forma é muito útil. Só que não sei até que ponto o trajeto de Herrera no FC Porto estará a chegar ao fim. Quanto a João Carlos Teixeira, não teve muito espaço esta época e, por isso, caso se mantenha o mesmo cenário para a próxima época, não sei se não será melhor o FC Porto emprestar o médio a uma equipa em que possa jogar com regularidade e evoluir. Algo que pelo que consta, já terá sido equacionado e poderá mesmo ser uma possibilidade real. No que se refere aos restantes quatro jogadores, é inegável o valor dos atletas e, por isso inegável a importância da presença no próximo plantel.
Ataque:
-* Diogo Jota, +Soares, +*André Silva, +*Rui Pedro, +*Corona, +*Brahimi e -*Depoitre.
Não me parece possível que o FC Porto acione a cláusula de opção de Jota. No entanto, na minha opinião não seria má notícia se o Atlético decidir renovar o empréstimo do jogador aos Dragões. No que se refere a André Silva, é um jovem jogador da formação, com margem de progressão e muito para aprender. Gostaria que ficasse e que evoluísse de azul e branco vestido, porque não gostaria que lhe acontecesse como a uns e outros que saíram do seu clube prematuramente e por muitos milhões, mas não conseguiram singrar nas equipas. O André é muito jovem e terá, por certo, tempo para esses grandes voos, mas creio que ainda é cedo para isso. Rui Pedro surgiu na equipa principal numa fase em que foi necessário outra opção para fazer os golos que não surgiam. É um jovem com larga margem de progressão e que na próxima época deverá evoluir, tranquilamente, entre a equipa B e a principal. Quanto a Corona, e fazendo a mesma análise que fiz com Herrera, gosto do jogador e gostaria que ficasse. É um jogador que em forma desequilibra e é útil no desenho de ataque da equipa. Mas não sei se o seu  percurso no FC Porto chegou ao fim. No que diz respeito a Brahimi, gostaria muito que continuasse de azul e branco, porque o seu talento, a sua magia, genialidade e imprevisibilidade  dão outro encanto ao futebol. Mas tenho a consciência de que é muito provável que haja clubes interessados em tê-lo nos seus planteis. Será, por isso, difícil o FC Porto segurar o argelino. E quanto a Depoitre, muito provavelmente seria um jogador útil e terá sido por isso que veio, mas não se adaptou e lamento muito isso. Entendo que como o FC Porto não poderá esperar a ver se na próxima época o jogador se adapta, creio que o melhor será o belga ir à sua vida e, se possível, haver retorno de parte do investimento.
Para além disso, nunca é demais lembrar que o FC Porto tem muitos e bons jogadores no plantel da equipa B que, mais cedo ou mais tarde, poderão entrar no plantel principal e, todos desejamos, brilhar ao mais alto nível. Basta estarem prontos e preparados para dar esse passo e o treinador entender que merecem a oportunidade. E nesse contexto, não será necessário o plantel da equipa principal ter um quarto central, por exemplo.
Aguardemos por o ainda longínquo fecho de mercado para saber como será o plantel da próxima época. Até lá, muitas notícias de saídas e entradas vão surgir, umas verdadeiras, outras bem falsas.


sábado, 27 de maio de 2017

Breve Nota Sobre Marco Silva



Tendo em conta esta notícia do OJOGO:
Para aqueles portistas que no final das últimas épocas disseram que Marco Silva era a melhor opção, espero que tenha ficado claro. Quando o projeto do Watford é mais aliciante do que ir a Liga dos Campeões... Por mim está tudo dito... Isto, claro, se por acaso foi opção para a próxima época...


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Um Olhar Sobre A Época



Depois de analisar o trabalho do treinador, depois de olhar para o plantel, é ora de resumir aquilo que foi a época portista e procurar refletir.
Começando pela Liga dos Campeões. Por ter ficado em terceiro lugar na época anterior, o FC Porto teve de disputar o playoff de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, onde coube-lhe em sorte defrontar a AS Roma. Nessa altura muitos diziam que os Dragões não iriam chegar à fase de grupos da prova rainha do futebol europeu – houve até quem tivesse a certeza que o FC Porto ia perder em Roma e por muitos. Mas não foi isso que se passou. O FC Porto defrontou e eliminou a AS Roma rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Uma vez nesta fase da prova, teve algumas dificuldades no grupo, é certo, mas conseguiu passar aos oitavos de final onde defrontou a Juventus. E aí não conseguiu vergar os Italianos, que recorde-se, são um dos finalistas da Liga dos Campeões. Portanto, não é uma equipa qualquer.
Quanto à Taça de Portugal, não há muito para dizer. O FC Porto caiu aos pés do Desportivo de Chaves, na 4ª eliminatória da prova, depois de eliminar o Gafanha da Nazaré. Contudo, o jogo em Chaves, frente ao Desportivo local, ficou marcado por erros graves de arbitragem que podiam, ou não, ter feito a diferença em caso de não terem existido.
Não há muito para dizer acerca da prestação portista na Taça da Liga, uma vez que foi, simplesmente, um desastre. Nos três jogos que disputou na prova, empatou dois e perdeu um.
O campeonato foi uma espécie de carrocel, com momentos bons, outros menos bons e alguns verdadeiramente complicados. Os Dragões começaram bem, perderam, injustamente, em Alvalade e arrancaram para uma sequência de jogos que alternaram entre o bom e o menos bom, com um tenebroso empate frente ao Tondela pelo meio. Nesta fase parecia que a equipa procurava encaixar-se no sistema de jogo. Depois veio aquela sequência de empates que deu cabo dos nervos dos portistas. A bola, teimosamente, não entrava na baliza adversária, mas felizmente, também não entrava na nossa. Nesses jogos o FC Porto pecou pela ineficácia no ataque, pecado que custou caro à equipa de Nuno, porque bastava, por exemplo, não ter empatado frente ao Benfica. Nesse clássico o FC Porto esteve muito bem – terá sido, por certo, dos melhores jogos do campeonato – mas apenas concretizou uma das muitas ocasiões de golo que teve. E para piorar, permitiu o empate no último minuto do jogo – Herrera, juro que perdoei esse teu triste deslise no dia que jogaste em esforço frente a Juventus, mas não vou conseguir esquecer esse duro golpe. Até que chegou o jogo frente ao Sporting de Braga no Dragão, aquele jogo em que os Dragões chutaram para canto a crise de golos. Nesse jogo, que parecia que ia ter um desfecho igual ao dos últimos, Rui Pedro, qual salvador, entrou em campo e, com nervos de aço e toda a determinação, fez o golo que deu os três pontos ao FC Porto. Fim da crise, entrada num ciclo de jogos que correu melhor – se retirarmos os jogos da Taça da Liga da equação. E a 7 de Janeiro, após um empate em casa do Paços de Ferreira – mais um daqueles jogos em que a bola, incompreensivelmente, teimou em não entrar na baliza adversária – voltaram a retirar o FC Porto das contas do título. Mas os Dragões reergueram-se, agarraram-se à esperança, ao apoio dos adeptos e recuperaram terreno num ciclo de jogos que iniciou com a recessão ao Moreirense e terminou na recessão ao Vitória de Setúbal. Pelo meio houve a receção ao Sporting que Casillas, no último minuto, salvou os três pontos. Voltando à receção ao Vitória de Setúbal. Nesse jogo o FC Porto tinha a oportunidade de passar para a frente do campeonato e, assim, ir numa posição mais confortável jogar à luz. Mas incompreensivelmente os Dragões empataram o jogo, desperdiçando, outra vez, muitas ocasiões de golo. Será que a equipa não soube lidar com essa pressão, que deveria ter sido positiva, e por isso não conseguiu fazer o que tinha de fazer, vencer? Será que a equipa deslumbrou-se? Ou será que de alguma forma teve medo de ser feliz? Seja porque razão for, tenho para mim que como esse jogo não correu dentro do esperado e desejado, terá funcionado como uma espécie de pedra na engrenagem e dessa forma, quebrou-se parte da confiança e da motivação da equipa. O jogo seguinte foi na Luz, onde o FC Porto empatou a 1 e, de facto, empatar na casa do rival direto não é, não pode ser, um mau resultado. O problema foi que, da mesma forma que o FC Porto não somou os três pontos frente ao Setúbal no Dragão, também os deixou escapar frente ao Sporting de Braga, frente ao Feirense e frente ao Marítimo e assim, não houve nada a fazer, a luta pelo título deixou de ser possível.
Já escrevi isto vezes sem conta, mas acredito que nunca é demais. O FC Porto perdeu pontos, demasiados pontos, por culpa própria, porque não conseguiu ser eficaz no ataque. Mas se revermos cada um dos jogos que o FC Porto empatou, sobra a sensação de que os Dragões ficaram sempre mais perto de vencer do que perder. Contudo, não podemos esquecer que em muitos jogos, demasiados até, houve erros de arbitragem que prejudicaram o FC Porto. Basta olhar para, por exemplo, o jogo com o Vitória de Setúbal em casa, em que houve três, três grandes penalidades por assinalar; ou a recessão ao Feirense em que ficou, pelo menos, uma grande penalidade por assinalar, num lance em que a falta era demasiado evidente. É impossível não sobrar a dúvida: será que se estas grandes penalidades tivessem sido assinaladas, a história seria diferente? Foram erros, muitos erros que prejudicaram o FC Porto e isso, lamento, nunca vou conseguir apagar da minha memória.
Em síntese: O primeiro objetivo para esta época era garantir a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões e isso foi conseguido. Depois passou a ser objetivo estar nos oitavos de final da prova rainha do futebol europeu. E com mais ou menos dificuldades, esse objetivo foi concretizado. A partir do momento em que no sorteio saiu a Juventus, o objetivo de passar à fase seguinte da prova complicou-se, pedindo-se apenas que a equipa fizesse o melhor possível. E o poderio italiano sobrepôs-se à vontade portista. Outro grande objetivo para a época era resgatar o título de campeão nacional. E esse, infelizmente, por diversos motivos – por culpa da ineficácia dos jogadores; por falha na resolução dos problemas por parte do treinador; ou por causa dos erros de arbitragem – o FC Porto não conseguiu concretizar. Mas analisando os números deste campeonato e comparando com o que se passou na época passada, este foi muito melhor. Só que não vencemos o campeonato e, de facto, tudo o resto não nos serve de muito.
Como já referi no post em que procurei analisar a prestação do treinador, Nuno foi capaz de, não só juntar o plantel, mas também juntar a equipa aos adeptos  numa simbiose perfeita; tal como transformou o Dragão numa fortaleza, contrariamente ao que aconteceu na época passada. Os adeptos perceberam que a equipa, apesar de jovem e de cometer erros não virava a cara à luta e apoiaram-na, suportando-a e empurrando-a nos momentos mais difíceis. A equipa ao somar 9 vitórias consecutivas fez com que a esperança dos adeptos subisse aos píncaros da crença, mas a descida foi abrupta quando não venceram os jogos no período mais determinante da época. É por isso que este golpe é duro e difícil de digerir, muito mais do que o foi na época passada.
Posto isto, para a próxima época, espero que a luta seja feita com armas iguais para todos; espero que o FC Porto continue a impor esta nova postura de comunicação – que muito me agrada e já tardava - mas que as ideias que o clube defende sejam partilhadas e defendidas por todos na estrutura sem exceção; que o treinador – seja ele quem for – dê um murro na mesa sempre que sentir que a sua equipa está a ser prejudicada por erros alheios; que nenhum jogador do FC Porto tenha medo de ser feliz; e espero que o apoio dos adeptos continue a ser uma constante, tal como o foi esta época e que tanto me delicia.